|Terça-feira, 19 Fevereiro 2019

    Terremoto na Itália é alerta para autoridades revisarem suas prioridades

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    O ano tem sido agitado em alguns países da Europa. Essa semana, por exemplo, mais um terremoto próximo aos 4 graus na escala Richter acometeu vítimas em Ischia, uma ilha da Itália. Essa ilha, ponto turístico importante, tem cerca de 50 mil habitantes e fica na região litorânea de Nápoles, no sul da península.

    O país tem políticas duras de engenharia e falar de terremotos por ali é muito delicado. Assim como o tremor nas proximidades de Lisboa, de 4.3 graus, esse evento teve sua magnitude, o que não o torna tão catastrófico. Em alguns países da América do Sul, as pessoas nem se levantariam da cama com um tremor dessa intensidade. Mas tudo é uma questão de referencial. Por lá, esse tremor se fez sentir. 

    Juntamente com alguns especialistas, eu arrisco dizer que o vilão em si, não foi só o tremor. Habitar locais com alta sismicidade, sobretudo quando a maior parte das construções são antigas, é estar certo de que em algum momento uma tragédia pode ocorrer. Sabemos que a segurança é responsabilidade do governo e temos tido exemplos lamentáveis em locais que dão a entender que a vida vem em segundo plano.  

    Em minha última entrevista para o conexão lusofonia, revista digital de Portugal, abordei um tema semelhante. Portugal passou há muito tempo por um evento significativo, que quase destruiu Lisboa, mas encontrou forças para se reconstruir e investir em construções resistentes e inovadoras. Elas são referência até hoje.

    O marquês de Pombal, então mandatário de Portugal, ordenou que uma pesquisa fosse feita em paróquias por todo país com questões que mudaram a maneira de percebermos os terremotos.

    Onde quero chegar: acredito que os países deveriam incluir temas de segurança contra terremotos como ponto principal de suas agendas. Sobretudo aqueles que têm maior incidência de abalos.

    Chile e Japão têm muito a ensinar sobre segurança e planejamento, simulacros e conscientização do povo. Esse trabalho é feito pelo governo, órgãos como ONEMI, Armada e os muitos grupos de resgate, que reduzem os efeitos negativos dos tremores ao mínimo possível.

    Uma das coisas mais positivas nas redes sociais é a sensação de proximidade. Espero que um dia nossos governantes aprendam a conviver próximo ao povo e não precisem de catástrofes para juntar esforços.

    El terremoto en Italia es alerta para que las autoridades revisen sus prioridades

    El año se ha agitado en algunos países de Europa. Esta semana, por ejemplo, otro terremoto cercano a los 4 grados en la escala de Richter acometió víctimas en Ischia, una isla de Italia. Esta isla, punto turístico importante, tiene cerca de 50 mil habitantes y se encuentra en la región costera de Nápoles, en el sur de la península.

    El país tiene políticas duras de ingeniería y hablar de terremotos por allí es muy delicado. Así como el temblor en las proximidades de Lisboa, de 4.3 grados, ese evento tuvo su magnitud, lo que no lo hace tan catastrófico. En algunos países de América del Sur, las personas ni se levantarían de la cama con un temblor de esa intensidad. Pero todo es una cuestión de referencia. Por allí, ese temblor se hizo sentir.

    Junto con algunos expertos, arriesgo decir que el villano en sí, no fue sólo el temblor. Habitar lugares con alta sismicidad, sobre todo cuando la mayor parte de las construcciones son antiguas, es estar seguro de que en algún momento una tragedia puede ocurrir. Sabemos que la seguridad es responsabilidad del gobierno y hemos tenido ejemplos lamentables en lugares que dan a entender que la vida viene en segundo plano.

    En mi última entrevista para la conexión lusofonia, de Portugal, he abordado un tema similar. Portugal pasó hace mucho tiempo por un evento significativo, que casi destruyó Lisboa, pero encontró fuerzas para reconstruirse e invertir en construcciones resistentes e innovadoras. Son referencias hasta hoy.

    El marqués de Pombal, entonces mandatario de Portugal, ordenó que una investigación fuera hecha en parroquias por todo el país con cuestiones que cambiaron la manera de percibir los terremotos.

    Donde quiero llegar: creo que los países deberían incluir temas de seguridad contra terremotos como punto principal de sus agendas. Sobre todo aquellos que tienen mayor incidencia de sacudidas.

    Chile y Japón tienen mucho que enseñar sobre seguridad y planificación, simulacros y concientización del pueblo. Este trabajo es hecho por el gobierno, órganos como ONEMI, Armada y los muchos grupos de rescate, que reducen los efectos negativos de los temblores al mínimo posible.

    Una de las cosas más positivas en las redes sociales es la sensación de proximidad. Espero que un día nuestros gobernantes aprendan a convivir cerca del pueblo y no necesiten catástrofes para unir esfuerzos.

    Assinatura Coluna Aroldo

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