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Presidenciável, Meirelles diz que MT precisa de boa gestão para se recuperar

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a presidente pelo MDB, Henrique Meirelles, disse que é fundamental fazer uma boa gestão para o Estado funcionar. Ele traçou um paralelo entre a administração pública e a casa de uma família, ao ser questionado sobre o desempenho do governo Pedro Taques (PSDB) em meio à crise financeira que atinge a gestão estadual, que enfrenta dificuldades para pagar fornecedores e atrasou salários em alguns meses do ano passado.

“Como qualquer casa, tem que ser bem administrada. Não tem como resolver o problema se a casa for mal administrada. Como sustentar a família se o dono ou dona de casa está administrando mal o dinheiro, gastando onde não deve, comprando coisa errada? Uma boa gestão é fundamental. É preciso administrar bem o Estado”, declarou, durante entrevista coletiva em Cuiabá, nesta segunda-feira (25).

O governo Taques tem culpado o governo federal pela falta de dinheiro em caixa, alegando que os repasses federais foram menores que o previsto nos últimos dois anos. Meirelles, que esteve no comando do Ministério da Fazenda nesse período, afirmou que os repasses obrigatórios foram feitos, e que a solução para Mato Grosso passa pelo aumento da receita própria.

“O Estado tem que aumentar a arrecadação. Não pode depender só do governo federal. A economia mato-grossense crescendo forte e gerando receita tem que ser a fonte principal”, afirmou.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Cofres da União

Além disso, para aumentar os repasses aos Estados, segundo o ex-ministro, é preciso antes aumentar a arrecadação federal. Meirelles, que foi presidente do Banco Central do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministro da Fazenda no governo Michel Temer (MDB), culpou a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pela crise financeira do governo federal.

“Para distribuir dinheiro do cofre, é preciso ter dinheiro no cofre. Quando o cofre está vazio, não tem o que distribuir. Quando entramos, o governo federal estava gastando muito mais do que arrecadava e todo mês tomava dinheiro no banco. Corrigimos isso. Temos que resolver o problema do governo federal para ter condições de fazer mais repasses”, disse.

Ele disse, também, que, com o aumento da arrecadação federal, será possível aumentar a compensação da isenção de impostos promovida pela Lei Kandir. Com a lei, os Estados não podem cobrar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de produtos primários e semielaborados que são exportados.

“O governo federal tem que aumentar a arrecadação para ter condições de compensar Mato Grosso. O Estado precisa dos incentivos corretos para crescer, incentivar a produção e melhorar a infraestrutura de transporte. É fundamental dar condições para produzir mais. Isso significa estabilidade. Também é preciso industrializar em Mato Grosso a produção do Estado”, disse.

 

 

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