|Segunda-feira, 18 Fevereiro 2019

Pra surdo ouvir: intérprete canta hit de banda cuiabana na linguagem de sinais

Samantha traduziu "Meu Sol". Ao flagrar a homenagem, a Vanguart compartilhou em suas redes

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Se apropriando da internet como ferramenta de democratização do acesso à cultura, a página “Pra surdo ouvir” surge como mais uma iniciativa dedicada à inclusão social e digital.

Samantha Quinello é a idealizadora do projeto que traduz, frequentemente, canções para a linguagem de sinais. Na última terça-feira (5), ela escolheu “Meu Sol”, da banda cuiabana Vanguart para compartilhar a letra em libras.

“Essa música, em particular, é minha predileta. Eu amo a banda e todas as suas composições, mas essa traz uma mensagem muito tocante para mim. Sou uma pessoa que gosta de se ‘doar’, então ‘minha alma sabe que viver é se entregar’. É uma canção carregada de significados”, afirma Quinello.

Ainda segundo a tradutora, as canções são escolhidas por ela, mas também pelos seguidores da página, que, vez ou outra, expressam algum pedido. A tradução de “Meu Sol” repercutiu entre os músicos da Vanguart, que compartilharam o vídeo no Facebook da banda, com a mensagem: “o amor é para todos”.

“Meu Sol” se tornou sucesso nacional ao protagonizar trilha sonora de novela global. A canção embalou o romance de Lili e William, personagens de Juliana Paiva e Thiago Rodrigues, e ajudou a tornar a banda ainda mais conhecida no cenário da música brasileira.

Pra surdo ouvir

Conforme Samantha Quinello, além de uma ferramenta útil e interessante para pessoas com baixa ou nenhuma audição, a tradução das músicas também surgiram com caráter educativo.

“Eu as faço sempre devagar para que todos possam aprender. A ideia central da página é falar de acessibilidade, partindo do princípio que a comunidade surda foi negligenciada desde sempre”, conta a tradutora.

Iniciativas como a de Quinello vem ganhando as redes sociais. O trocadilho “Pra surdo ouvir” chama a atenção para a negligência diante de realidades, assim como hashtag #PraCegoVer, idealizada pela professora baiana Patrícia Braille para disseminar o projeto de audiodescrição de imagens.

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