|domingo, 24 Junho 2018

    Minha estória com o coronel Fawcett

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    Coronel Percival Harrison Fawcett

    Coronel Fawcett (em primeiro plano, à direita), durante uma expedição pela Amazônia, em 1908

    Em 1978 editava o jornal Diário de Mato Grosso, do amigo e também jornalista Archimedes Pereira Lima, quando conheci Edmar Morel, um velho jornalista carioca que andara o Vale do Araguaia no final dos anos 1950 em busca de pistas do Coronel Percival Harrison Fawcett. Fawcett era oficial do exército inglês e membro da Real Sociedade Geográfica, desaparecido misteriosamente no Vale do Araguaia, nos anos 1920, onde buscava uma misteriosa civilização perdida. Conversamos eu e Morel uma tarde inteira a respeito e fiquei fascinado. Era um velho jornalista entusiasmado como se fosse um jovem iniciante no jornalismo.

    Mas a minha história pessoal com o coronel Fawcett teve muitas passagens antes e depois de Edmar Morel.

    Aos 22 anos, ainda estudante de jornalismo na Universidade de Brasília, estive numa excursão em Xavantina, um pequeno acampamento avançado da antiga Fundação Brasil Central, que trabalhava a ocupação do Vale do Araguaia. Xavantina era um  amontoado organizado de casas de madeira construídas na beira do legendário Rio das Mortes. Ali ouvi falar em Fawcett. Nascia a nossa história de convergências.

    Mais tarde, numa entrevista para a então Revista Contato, em Cuiabá, Archimedes Pereira Lima me contou de sua experiência com o resgate dos ossos supostos de Fawcett, recolhidos próximo ao Rio Xingu pelos irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo Villasboas, que na época comandavam o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que era o órgão indigenista brasileiro. Tinham atuação importante na região, preparando as etnias para a ocupação do coração do país que se daria nos anos seguintes. Uma longa estória…!. Amigo pessoal do presidente Getúlio Vargas, Archimedes foi presidente da antiga Fundação Brasil Central, nos anos 1950.

    Depois tomei contato com  Mário Paziente, um paulistano que pertencia ao movimento Sociedade Brasileira de Eubiose, em cujo conteúdo estava fortemente a questão da nova civilização do Terceiro Milênio, que se daria nas entranhas da Serra do Roncador, no Vale do Araguaia, em Mato Grosso. Pela mesma época, eu aditava o jornal Diário de Mato Grosso, em Cuiabá,  onde conheci e fui amigo de um sueco chamado Udo Oscar Lukner, que vivia em Barra do Garças (MT) e também buscava decifrar os mistérios do Vale do Roncador. Intitulava-se “Hierofante do Roncador”. O título foi tirado da antiga mitologia grega e significava um sacerdote.

    Em 2010, numa viagem à região de Cocalinho, no Vale do Araguaia, conheci um grupo de pessoas de alto nível, ligadas ao movimento Santuário Místico e Ecológico do Roncador. Conversei horas seguidas com duas pessoas em particular: Deusa, a sacerdotisa, e com seu marido, Armando, um ex-monge, homem de grande cultura. Cheguei a participar de um ritual, dentro da caverna onde, garantem Armando e Deusa, se penetra numa das cidades subterrâneas que reúne remanescentes da Atlântida e dos incas que migraram depois da chegada dos espanhóis ao Peru. Nessa cidade subterrânea está sendo gestada a raça do Terceiro Milênio. Realmente, a região é extremamente acolhedora e emite vibrações perfeitamente perceptíveis. Assisti a cirurgias espirituais quânticas absolutamente fantásticas…!

    Anos antes acabei conhecendo também um sobrinho do coronel Fawcett que veio a Mato Grosso na década de 80 levantar dados para escrever um livro sobre o tio. Fui um dos seus entrevistados. Lamentavelmente, o livro foi um fiasco de credibilidade pelo sensacionalismo e pelos erros grosseiros de informações.

    Mas minhas ligações em torno de Fawcett não param só nisso. Aprofundei-me na sua história e no seu propósito espiritualista de fazer o seu filho Jack, que o acompanhou nas duas expedições a Mato Grosso na década de 1920, para chegar até a caverna onde, Armando e Deusa asseguram, está a sempre buscada, mística e misteriosa embocadura da Serra do Roncador. Nela, os mundos inca e atlante migraram em épocas distintas e geram uma nova raça humana que nos próximos anos será conhecida de toda a humanidade. Jack seria o pai dessa nova raça. Dalvan, filho de Armando e seu sucessor, garante que o Centro-Oeste do Brasil será a “pátria dos refugiados climáticos do mundo”, no futuro próximo. Aí se encontrarão com a nova raça…!

    Hoje, aos 72 anos de idade e depois de tantas pesquisas,  buscas e andanças pela região, estou convencido de que Fawcett jamais foi o aventureiro em busca de ouro nos sertões de Mato Grosso no começo do século passado. Sempre se tentou desmacará-lo no seu papel de explorador místico para dar-lhe o papel de explorador de ouro. Não faz sentido. Era mesmo um explorador místico. Ele sabia o que buscava, encontrou e proximamente sua nova história virá a público junto com as imensas transformações pelas quais está passando o planeta Terra.

    Fawcett estava à nossa frente exatamente um século do verdadeiro começo do século 21, também chamado de Era de Aquarius, onde predominará o humanismo.

    Voltarei ao assunto.

    Assinatura Coluna Onofre

     

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