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Cidades

Médico que operou cuiabana, “Doutor Bumbum”, não tinha autorização do CRM

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

O médico Denis Cesar Barros Furtado, de 45 anos, teve prisão temporária decretada pela Justiça do Rio de Janeiro, após os desdobramentos do caso da bancária cuiabana Lilian Calixto, de 46 anos, que morreu no domingo (15), após se submeter a um procedimento estético de aplicação de silicone no bumbum com o médico. Ele não tinha autorização do CRM para atuar no estado e é considerado foragido.

Lilian viajou de Cuiabá para o Rio de Janeiro na sexta-feira (14) para realizar o procedimento estético. No entanto, devido a complicações que evoluíram para uma embolia pulmonar, ela morreu horas depois.

[featured_paragraph]A delegada responsável pelo inquérito que investiga a morte da bancária, Adriana Belém, disse em entrevistas a jornais do Rio que o médico não tinha autorização do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) para atuar no estado. Segundo o levantamento, ele é registrado apenas em Goiânia e Brasília.[/featured_paragraph]

Conhecido como “Doutor Bumbum”, Denis é médico integrativo com pós-graduação em dermatologia. Ele também atua com medicina estética, nutrologia e ortomolecular, segundo sua página na internet. Nas redes sociais, ele divulga os procedimentos realizados e chega a fazer alertas sobre os implantes, como em uma publicação na qual ele avisa que apenas três marcas de PMMA (polimetil-metacrilato) são autorizados pela Anvisa e Ministério da Saúde.

De acordo com uma publicação, ele atua com o PMMA há 14 anos. No entanto, o procedimento a qual a bancária se submeteu foi realizado em uma cobertura residencial localizado na Barra da Tijuca, e não em um centro clínico, como deveria.

A reportagem do jornal O Globo afirmou que as complicações de Lilian apareceram logo após o procedimento. Ela chegou a ser encaminhada para um hospital particular pelo próprio Doutor Bumbum. Já na unidade médica, os profissionais teriam avaliado que ela chegou com taquicardia, sudorese intensa e hipotensão. O quadro clínico se agravou rapidamente e a bancária acabou sofrendo quatro paradas cardíacas. Ela morreu uma hora depois.

Ainda segundo O Globo, a hipótese inicial é de que ela tenha sofrido embolia pulmonar em razão da aplicação do silicone.

[featured_paragraph]O caso de Lilian foi denunciado por médicos do hospital. A polícia chegou a revistar o apartamento logo em seguida. De acordo com a delegada, Adriana Belém, a bancária cuiabana foi enganada pelo médico. “Quando contratou esse serviço, ela pensou que seria feito num consultório. Como já levantamos, em outras oportunidades, ele faria isso com outra cliente, que acabou desistindo”, disse para o G1.[/featured_paragraph]

Além de Denis ter foragido da polícia, sua mãe, que também é médica, já é considerada foragida pelas autoridades. Segundo o levantamento da delegada, a mulher tem o CRM cassado no estado do Rio. A namorada do médico, que é técnica de enfermagem, foi presa por participação no caso.

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