05 de dezembro de 2017 - 10:48

Ministro do STJ autoriza Rogers a participar de curso superior da Polícia

Ex-secretário de Segurança está proibido de entrar em dependências da administração pública

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

secretário Rogers Jarbas

Curso é pré-requisito para o delegado seja promovido pela Polícia Civil

O ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou o delegado e ex-secretário de Estado de Segurança Pública Rogers Elizandro Jarbas a participar de um curso de pós-graduação oferecido pela Polícia Judiciária Civil (PJC).

A decisão, do dia 01 de dezembro, autoriza Rogers a apresentar seu trabalho de conclusão do curso em Gestão em Segurança Pública (Curso Superior de Polícia) na próxima quinta-feira (7), na Academia de Polícia Judiciária Civil.

O ex-secretário foi preso em 27 de setembro durante a Operação Esdras, que investiga uma tentativa de obstrução das investigações dos grampos telefônicos realizados por militares ligados à cúpula do governo do Estado.

Rogers teria participado de um plano para gravar clandestinamente o desembargador Orlando Perri, que à época era relator do caso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso – o caso subiu ao STJ por determinação do ministro Mauro Campbell Marques.

No dia 31 de outubro, o ministro determinou que Rogers deveria responder ao processo em liberdade. Campbell Marques afastou o delegado de suas funções na polícia e o proibiu de frequentar dependências da administração pública do Estado e também de manter contato com outros possíveis envolvidos no caso.

A participação de Rogers no curso chegou a ser citada pelos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta, da PJC. De acordo com os delegados, Rogers teria levado o curso para as dependências da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apenas para que ele próprio participasse. A conclusão do curso é pré-requisito para que o delegado seja promovido pela Polícia Civil.

O desembargador Orlando Perri afirmou que um possível caso de improbidade administrativa deveria ser investigado pelo Núcleo de Patrimônio Público do Ministério Público Estadual (MPE).