01 de outubro de 2017 - 07:30

Com mudanças de hábitos Sesc Pantanal reduz quatro toneladas de resíduos por mês

A instituição promove uma política de reaproveitamento em todas as unidades

Karina Cabral

, da Redação

karina.cabral@olivre.com.br

Divulgação

Sesc Pantanal

O Sesc Pantanal, situado nas cidades de Barão de Melgaço, Poconé e no distrito de São Pedro de Joselandia, tem se tornado um exemplo de preocupação com o meio ambiente. Com mudanças de hábitos simples, o Hotel Sesc Porto Cercado conseguiu diminuir em quatro toneladas por mês a quantidade de resíduos do local.

A instituição promove uma política de reaproveitamento em todas as unidades Sesc, mas no Sesc Pantanal essa política é ainda maior.

Segundo a bióloga Isana Gaio, que cuida de toda parte de reaproveitamento por lá, eles notaram um grande índice de consumo de descartáveis no hotel, tanto na área de servidores, quanto na área de atendimento ao público, e iniciaram uma campanha.

“Na área de servidores a gente aboliu o descartável, cada servidor ganhou a sua caneca. No restaurante a gente não serve mais o canudo, se a pessoa pedir a gente entrega, senão a gente entrega o suco no copo para ela”, explicou a bióloga.

E o que não faltam no local são ações voltadas ao meio ambiente. O Sesc Pantanal também conta com uma estação de tratamento de água. E todo aquecimento de água no hotel é realizado por meio de um sistema de energia solar.

Na parte de alimentos não é diferente. Isana contou que o Sesc se preocupa com todo material que entra, é trabalhado e resulta da cozinha, que são os resíduos.

“O que vai gerar? Para onde a gente vai mandar esse material? Eu posso reduzir? Eu posso organizar? Eu posso aproveitar mais esse tipo de alimento? O que eu posso fazer com ele? Tudo isso aqui dentro é pensado”, disse Isana.

Ela contou que depois que o almoço é servido, todo resto de comida é levado para a casa de reciclagem, onde é realizada a separação do material e ele é processado.

Eles possuem uma máquina que processa até 300 kg de alimentos, geralmente cozidos, a 170 graus. Esse processo dura entre 14 e 18 horas e transforma a comida em um composto parecido com uma terra preta, que é como um adubo.

Atualmente essa máquina está em manutenção e, por enquanto, os resíduos estão sendo enviados para uma cooperativa de famílias carentes em Cuiabá.

“Eles fazem essa compostagem manualmente e fomentam uma horta orgânica, que gera renda, visto que eles vendem os produtos para os mercados em Cuiabá. Além disso, parte desse adubo também é vendido em pacotinhos, gerando ainda mais renda para essas famílias”, explicou.

Os vidros de doces das sobremesas fazem parte de um ciclo, sempre que terminam de ser utilizados, os funcionários realizam uma limpeza, encaixotam e devolvem às produtoras.

O Sesc também encontrou um fim para todo óleo utilizado na cozinha. Segundo Isana eles armazenam o líquido em bombonas de 50 litros e enviam para um projeto que os transformam em um composto para biodiesel.

Esse projeto não é realizado somente com o óleo do hotel, o Sesc promove uma campanha em toda Poconé incentivando as pessoas a levarem o óleo utilizado em casa para eles. Quem aceita participar do projeto recebe em troca alguns vidrinhos de detergente líquido.

As embalagens, caixas de ovos, leite, copos e embalagens plásticas também são enfardadas e o material é doado para uma cooperativa de mulheres catadoras do município de Poconé.

Da mesma forma, os resíduos utilizados na área de saúde, lâmpadas, toners e cartuchos também são descartados da forma correta.

“100% dos resíduos sólidos do hotel Sesc Pantanal, de todo processo produtivo dentro da nossa instituição, recebe algum tipo de tratamento”, afirmou Isana.

A bióloga acredita que pequenas atitudes dentro de qualquer local de trabalho podem fazer a diferença. E deu o exemplo da unidade do Sesc em Serra Azul, em que o volume de resíduos orgânicos é menor e, por isso, a compostagem é feita pelos próprios funcionários e utilizadas na horta, que alimenta o restaurante da unidade.

Até mesmo os produtos de limpeza utilizados na cozinha e nas áreas sociais são biodegradáveis, visto que eles planejam o que será lançado no meio ambiente.

“Quando eu falo processo produtivo, é o trabalho da cozinha com um todo. Desde o copinho que é servido para a pessoa, passando pelos alimentos que são preparados e o tipo de embalagem que isso vem, a gente tem muito cuidado em relação a isso”, disse a bióloga Isana Gaio.

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