02 de outubro de 2017 - 16:09

Ativista leva a cultura mato-grossense a Pernambuco

Em uma Kombi recheada de livros, esta é a primeira vez que Clóvis de Matos leva o “Inclusão Literária” a outra região do país

Lidiane Barros

, da Redação

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Jana Pessôa

clóvis matos

Ambientada às paisagens das zonas rurais pantaneiras, a “Brancona” mal podia esperar por se aventurar em uma viagem tão longa. Até agora foram mais de 1.500 km percorridos até chegar ao destino. De passagem por Gurupi-TO, nesta segunda-feira (02), a Kombi recheada de livros segue rumo a Recife (PE), onde participa como atração da Bienal do Livro de Pernambuco.

É a primeira vez que o ativista das letras, o historiador Clóvis Matos, percorre um trajeto tão longo para seguir com sua missão de divulgar o livro e a leitura. Na companhia do ator e produtor cultural Márcio Campos Borges, ele leva na bagagem a história e a cultura de Mato Grosso impressa em centenas de exemplares de livros de autores regionais cedidos pelas editoras Tanta Tinta, Entrelinhas e, ainda, doações do ex-reitor da UFMT, o professor Benedito Dorileo.

“É a realização de um sonho. Nunca fomos tão longe. Ainda por cima, temos espaço privilegiado entre o setor dedicado a novos escritores e a plataforma de lançamentos”, conta Clóvis.

Recife não é o ponto final: a ocasião pede uma esticadinha – a convite – do evento literário Festa da Palavra, em Lagoa dos Patos, no mesmo Estado. São 3.200 km só de ida.

A Pernambuco ele leva também o Cinema mato-grossense, com exibição de filmes selecionados a partir da curadoria de Luzo Reis. “A promessa de ir até lá é tão antiga, que a idealizadora da feira, a Patrícia Vasconcelos, só me chama de ‘Encantado’”, diverte-se Clóvis.

Durante os três dias e meio de viagem, a dupla conta com belas paisagens. “São incríveis as serras de Barra do Garças, o Lago dos Tigres em Britânia (GO) e as belas fazendas de gado em Goiás e Tocantins, nas quais a agricultura é incipiente. A viagem tem sido muito tranquila, nosso maior cuidado é mesmo com a velocidade, nunca ultrapassamos os 90 km/h”, garante.

Também neste projeto, ele investe dinheiro do próprio bolso, metade, para ser mais exato. Mas o projeto desta incursão pelo país, que ganhou o nome Cinema Circulante e Inclusão Literária, conta com apoio da Energisa, Governo de Mato Grosso, Universidade Federal de Mato Grosso – via Procev e Cineclube Coxiponés -, Cena Onze, Ligraf e Colégio Master.

Clóvis de Matos prometeu ao LIVRE atualizar suas aventuras. Confira as imagens!

 

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