15 de março de 2017 - 18:46

O dia do Pi

Aroldo Maciel

Para quem gosta de números, na última terça-feira, 14 de março, foi um dia especial, o dia do Pi, o número que muita gente ainda olha por horas tentando entender padrões e ciclos naturais. Esse número recebeu a representação da 16ª letra do alfabeto grego, e pode ter inspirado muitos pensadores e curiosos. Quando decidi buscar um padrão entre os terremotos foi porque antes eu sabia que o mesmo padrão já existia nas estrelas, flores, cristais de gelo, na longa e minúscula fita do DNA, nas medidas do corpo humano, na órbita planetária e em uma infinita série de coisas. Enfim, se alguém tivesse concebido “vida” ao universo e tivesse a intenção de assinar, seria com esse número. O Pi: 3,14159265358979323…

Hoje, pela primeira vez, vamos abordar o assunto mais sutilmente. Afinal, quando começamos a entender a linguagem dos números passamos a perceber os padrões a nossa volta.

Não percebemos, mas todos os dias quando despertamos repetimos toda uma gama de ações, essas ações assumem forma de padrões e ditam emoções, perspectivas e tudo o que determinam as crenças em nossa realidade. Se enumerarmos nossas ações diárias e, ao fim da jornada diária, as contabilizarmos, vamos entender por que não nos damos conta do quão repetitivos somos em nosso cotidiano. Se classificarmos cada sentimento e medirmos nosso metabolismo e processos químicos biológicos, poderíamos chamar pelo nome as drogas responsáveis pelo que chamamos de amor, ódio ou melancolia. Não quero dizer que são fórmulas matemáticas. Química? Talvez.

Incrível como olhar de perto comportamentos inseridos em tabelas nos dá a impressão de que somos previsíveis. Desde o índice de violência em metrópoles até a mortalidade infantil. E mesmo assim não podemos mudar nada sozinhos. A diferença pode estar em um sorriso pela manhã ou em gentilezas no trânsito, tudo isso culmina em alterações diárias que farão a diferença. Vamos parar de repetir e fazer tudo diferente.

Assinatura Coluna Aroldo